quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ALEJANDRA Y EL VERANO #5

Gabriela e Bruna se viam diante de duas portas; dois quartos, um de frente para o outro. Em um daqueles cômodos, acreditava Gabriela, estavam Alejandra e Lysa. Joyce observava, apenas observava.

- Qual das duas nós arrombaremos, Bruna? – dizia Gabriela furiosa.

- Ficou maluca? Acalme-se, Gabi!

- Como? Essa filha de uma puta armou para cima de mim!

- Argh! Que raiva! – soltava Bruna.

Joyce então puxa Bruna pelo braço e:

- Tem raiva de quê? Não é a sua namorada quem está lá dentro com Alejandra! Você está com raiva pela Alejandra, não é?

- Joyce! Isso é hora de ciúmes? – revidou Bruna.

- Ah, quer saber? Foda-se! – disse Joyce a sumir na multidão.

- O que houve? – perguntou Gabriela.

- Joyce é maluca! Esqueça! Então? Qual das duas portas nós arrombaremos, Gabi!

Gabriela sentia firmeza na ajuda de Bruna e dizia: “Essa aqui!”.

Gabriela escolhia, por sorte, a porta certa! Mas após a primeira pancada com os ombros – para o espanto de todos – Gabriela e Bruna viam que não seria tão fácil assim. Então começaram a chutar a porta. Chutaram. Mas chutaram tantas vezes e com tanta força que, do lado de dentro do quarto:

- Deve ser Gabriela, Alejandra, deixe-me ir – dizia Lysa, quase que em êxtase –, por favor... Alejandra... Deixe-me...

- Agora? Ah, Lysita, agora não... Deixe a Gabriela para lá!

- Não... Não posso... – dizia Lysa com dificuldades, já que entre as pernas guardava a mão direita de Alejandra, a tocar suas partes com agilidade.

Lysa não se deu conta, tamanho tesão que a tomava, mas sua calcinha, branca e levemente umedecia, já repousava sobre seus pés; estava entregue, completamente entregue.

Alejandra era como uma jibóia que possui sua presa, só que sem usar a força. Eram apenas os lábios, as mãos e os esverdeados olhões que faziam todo o trabalho de manter Lysa quase que fora de si.

Do lado de fora, um dos convidados, um homem alto e forte, completamente tomado pelo efeito das drogas que usara, resolvia ajudar as meninas, achando, no mínimo, se tratar de uma brincadeira. “Carlão”, ele se apresentava.

- Vai, Carlão! Mete o pé nessa porra! – animava-o Gabriela.

- Agora! – dizia Carlão, que em apenas uma pesada, na direção da maçaneta, abria a porta.

O barulho do arrombamento assustou Alejandra, mas sequer atrapalhou o exato momento do orgasmo de Lysa, que gemia levando a cabeça para trás. Com os seios à mostra, o vestido erguido e a calcinha ao chão, Lysa ainda levaria alguns segundos até entender o flagrante.

- VAGABUNDA! – gritava Gabriela, que corria em direção aos cabelos de Alejandra.

Bruna, por sua vez, não teve tempo de reação; foi atropelada pela multidão que resolveu entrar no quarto para assistir a confusão.

Gabriela e Alejandra entravam numa briga de puxões de cabelo, arranhões e tapas. Lysa, já recomposta, vestia-se ao mesmo tempo em que tentava separar as meninas.

- Pelo amor de Deus, Gabriela – dizia Lysa – solte Alejandra! – em vão.

Depois de muito esforço, Lysa conseguia, enfim, separá-las. Com os rostos ensanguentados, Gabriela e Alejandra estavam irreconhecíveis. Lysa pegava Gabriela pelo braço e tratava de sumir do local.

* * *
Lysa e Gabriela entravam num táxi, até então, mudas.

Alguns minutos se passaram e:

- Vagabunda... – sussurrava, chorosa, Gabriela, olhando para o nada.

- Gabriela...

- Cale a sua boca, Lysa! Vagabunda! É isso que você é! E eu achando que... Que idiota! Achando que íamos viver juntas, Lysa! Juntas, sob o mesmo teto! Você tem noção, Lysa? Não, você não tem!

- Gabriela, me escute....

- Escutar o quê? Escutar o que, quando eu vi? Eu vi, Lysa! Você lá, gozando, meu Deus! Gozando! Que vagabunda!

- ...

Lysa não tinha o que dizer. “Ela tem razão. Eu devo ser mesmo uma vagabunda...”, pensava.

As duas chegavam em casa. Gabriela ia direto para o chuveiro; precisava retirar do rosto inchado o sangue e o suor. Só queria tomar um banho, arrumar suas coisas e, infelizmente, voltar para a casa de sua mãe, o quanto antes.

Lysa chegava até a porta do banheiro e:

- Eu... Eu sinto muito, Gabriela...

- Sai daqui, Lysa!

Lysa a atendia. Ia para a cama. Deitava-se e, inevitavelmente, começava a pensar em tudo o que acontecera desde que descobriu seu gosto por meninas. Começou então a lembrar dos “inocentes” beijos que trocava com Gabriela, ainda no início de tudo. E terminou lembrando de alguns minutos atrás, do orgasmo mais vexaminoso do mundo. Se arrependia, sim, mas queria ainda entender o porquê de não ter resistido aos encantos de Alejandra, já que, no fundo, sentia que amava Gabriela, profundamente. Chorava.

[Continua]

5 comentários:

Aninha disse...

ai ai, qro ver agora. A Lysa tbm ta sempre confusa, eu não gosto da Gabriela, mas tem q amar mt msm pra saber lidar com isso.

Camila . disse...

Lysa foi vagaba mesmo! Não curti ela fazer isso com a Gabriela.
E essa cucaracha hein? Qual a dela? Já causou um estranhamento entre a Bruna e a Joyce e agora fica dedando a lysa ow ¬¬"

Quero uma Gabriela pra mim xD

Luciano Freitas disse...

O que eu acho mais bacana quando publico contos como os de Lysa, que trata a homossexualidade com muita clareza, é que as pessoas leem, comentam e aguardam os próximos capítulos com a mesma naturalidade com que se encara a heterossexualidade. Isso é muito bacana.

Nathalia disse...

ah, eu gosto da lysa... ok, ela errou feio, mas acho que é tudo mto novo pra ela e certamente a gabriela já aprontou muito nessa vida, né?

Yara Lopes disse...

Ai, gente, como a Lysa faz isso?