sexta-feira, 18 de junho de 2010

LYSA23 - Parte 8

Durante todo aquele mês que antecedia sua viagem ao Brasil, Adler manteve contato diário com Lysa, que por sua vez, diante disso, praticamente “sumiu do mapa”. Todo tempo vago que tinha era na frente do notebook que ela passava. Não é necessário dizer que o encantamento de outrora se transformara numa espécie de fixação, uma paixão quase que doentia.

As amigas Gabriela, Bruna e Joyce até que tentaram, mas a atenção de Lysa estava totalmente focada em Adler. Foi como se o esclarecimento sobre as atitudes “estranhas” do alemão fossem o suficiente para que Lysa se entregasse de vez àquele sentimento – muitas vezes chamado de “amor” por ambos.

Gabriela, confessamente apaixonada por Lysa, não se conformava. Não aceitava a ideia de que perdera “o amor da sua vida” para um “desconhecido que diz morar na Alemanha”. Para Gabriela, tudo não passava de uma grande farsa. Mas como comprovar isso? Que motivo haveria naquela farsa? A verdade é que a gravidade da invasão de Adler no messenger de Lysa sumira completamente diante do carinho e da atenção absurda vinda do rapaz. E Gabriela já tinha ciência disso.

No dia marcado para a chegada de Adler ao Brasil, Lysa pedira a seu chefe para sair um pouco mais cedo, a fim de buscá-lo no aeroporto.

- ...é que ele não conhece ninguém por aqui, e... – explicava Lysa.

- Tudo bem, Lysa, sem problemas – dizia seu chefe.

Fred, sem querer, ouviu a conversa dos dois. E, assim que Lysa se dirigiu à sua mesa, a abordou:

- Então ele é de outro país? – disse Fred.

- Ele quem, Fred?

- Esse cara que você vai buscar no aeroporto.

- Ouvindo a conversa alheia? Que feio...

- Não estou brincando, Lysa. Só me diga de uma vez se você tem ou não tem alguém!

- Que papo é esse, Fred?

- Cansei, Lysa! Cansei! Todo mundo sabe que sou louco por ti, mas parece que menos você!

- Fred, meu amigo, você e eu não temos nada a ver um com o outro. Não para algo mais sério. Entenda isso, por favor.

- Uma chance! Só isso que lhe peço!

- Fred, eu não queria falar sobre isso, mas eu estou completamente apaixonada! Acho que encontrei o homem da minha vida.

- Sem essa...

- É sério, Fred! Eu estou, pela primeira vez na minha vida, amando!

- No mínimo nem o conhece...

- O conheço muito bem. Ele chega hoje da Alemanha e passará um mês em minha casa.

- Na sua casa? Ficou louca?

- Fiquei! De amor! Agora, me deixe trabalhar.

Fred não acreditava no que ouvira. Lysa hospedaria um desconhecido em sua casa durante um mês. “Das duas uma: ou o amor de Lysa por esse cara é mais verdadeiro do que imagino ou ela está se metendo numa grande encrenca”, pensava Fred.

Ao checar sua caixa de e-mails, Lysa nota uma mensagem recente de Adler:

Lysa, meu amor,

Dentro de algumas horas estarei aí. Mal posso esperar para te abraçar e sentir na pele tudo o que senti virtualmente. Se me permitir, antes de dizer sequer um oi, quero te beijar loucamente!

Eu te amo!

Adler.

Lysa, sempre muito sensível aos gestos de Adler, sentia seu corpo ser tomado por um misto avassalador de ansiedade e tesão. Nunca sentira nada como aquilo. Nunca. Frente ao PC, Lysa começava a viajar num sonho erótico, no qual deslizava seus lábios sobre o corpo alvo de Adler, do tórax à cintura. A sensação era a de que não conseguiria segurar a vontade de se perder no sexo de Adler até chegar em casa. Então, imaginava que o alemão lhe corresse a língua entre os seios, ainda no banco de trás do táxi.

O telefone celular de Lysa soava.

- Sou eu, Lysa, Gabriela.

- Ah... Diga.

- Então vai mesmo cometer essa loucura?

- Não tem loucura nenhuma!

- Um desconhecido na sua casa durante um mês não é loucura?

- Não! É amor!

- Está louca!

- Estou!

- E nós, Lysa?

- Gabriela, chega!

- OK, Lysa. Felicidades...

Enquanto todos a sua volta se mostravam contra, Lysa se via cada vez mais a fim de levar a história às ultimas consequências. “Estou amando um rapaz culto, carinhoso, lindo... O que há de errado nisso?”, pensava Lysa.

Mais tarde, na hora exata do desembarque de Adler no Brasil, lá estava Lysa. Como o casal já havia se visto por diversas vezes na webcam, não se fez necessário qualquer tipo de placa ou sinal.

Quando os dois olhares se encontraram, foi como se todo aquele aeroporto parasse para assisti-los. Adler correu até Lysa e um beijo tratou de igualar qualquer diferença cultural. Um beijo.

As expectativas de ambos eram enormes. Todo aquele sonho erótico de Lysa horas antes do encontro também esteve presente na mente de Adler, que por sua vez, no momento do beijo, não conseguiu disfarçar o tesão que lhe tomava.

* * *
Os primeiros três dias de Adler na casa de Lysa foram repletos de sexo, risadas, sotaque e também de comprovações. A melhor delas foi a de que Adler era de fato verdade. Tudo o que passara virtualmente para Lysa estava sendo confirmado através de gestos ainda mais intensos que antes.

- Não acredito que está aqui comigo, na minha cama – dizia Lysa.

- Já se passaram três dias, Lysa, pode acreditar – dizia Adler a sorrir.

- E, me diga, quando começará com suas pesquisas?

- Amanhã mesmo. Quero começar com o Samba. Tirar umas fotos da... Praça...

- Da Praça Onze, Adler.

- Isso! Praça Onze! – dizia Adler num sotaque que deixava Lysa ainda mais excitada.

- Fala Praça Onze de novo, Adler!

- Praça Onze, Praça Onze...

- Vem cá, me pega!

Precisa dizer no que deu?

O sonho de Lysa se concretizava ao mesmo tempo em que os pesadelos de Gabriela e Fred tomavam proporções gigantescas. A ausência de Lysa diante dos dois era a comprovação da presença mais que crescente de Adler.

[Continua]

6 comentários:

FYC disse...

aaaaaaaaaaaai,to achando q a gabriela e o fred vão surtar...

to amandooooooooo

Aninha disse...

nossa, onde isso vai parar?!
muito bom!

bjs

Vanessa Sagossi disse...

Nossa!
É, Aninha, onde isso vai parar?
Continua

DL ;* disse...

aah a cada 'capitulo' essa historia fica melhooor!!
to amandooo!!!
so quero ver aonde isso vai dar..
e o que a gabriela e o fred irao fazer!!

bj luuh

Thamyris Fajardo disse...

ixiiiiiiiiii, mas não é que o alemão é de verdade mesmo, rs...continua!continua!haha

Yara Lopes disse...

Pelo menos ele realmente existe...